A UFBA nasce e se realiza na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão — e é a partir desse tripé que o projeto “+ UFBA: Sua voz importa!” propõe uma universidade com raízes firmes no cotidiano da comunidade acadêmica e antenas voltadas para os desafios do Brasil e do mundo. Ensinar, pesquisar e fazer extensão, nesse horizonte, não são tarefas paralelas: são dimensões integradas de um mesmo compromisso público, que combina excelência acadêmica com justiça social, democracia e desenvolvimento sustentável.
No ensino, o plano afirma a prioridade de fortalecer a graduação e a pós-graduação com políticas robustas e planejamento consistente, garantindo condições reais de trabalho e aprendizagem. A defesa do direito à aprendizagem aparece como eixo central: uma permanência estudantil que vai além do material, incorporando dimensões acadêmica e simbólica, para enfrentar evasão, retenção e desigualdades, e para consolidar pertencimento. Isso se traduz em medidas concretas: monitoramento contínuo da ocupação de vagas e da evasão, revisão estratégica de cursos com a comunidade, ampliação de metodologias ativas e preservação/expansão de experiências pedagógicas como o Ateliê Didático e a APDU, que apoiam docentes no planejamento e desenvolvimento de práticas adequadas ao presencial e ao online. A proposta inclui ainda um Centro de Desenvolvimento de Carreiras, conectando formação e mundo do trabalho, para que a UFBA acompanhe a trajetória de seus egressos e fortaleça a confiança social na educação pública.
Na pesquisa, o plano propõe uma transição: sair de uma lógica apenas reativa aos editais e construir uma política institucional indutiva e proativa, capaz de definir prioridades em diálogo com a comunidade e com os grandes desafios nacionais e regionais. Isso envolve estimular linhas inter e transdisciplinares, agregar pesquisadores em núcleos estratégicos, investir em grupos com alto potencial de impacto científico e social e, ao mesmo tempo, desburocratizar os processos de tramitação, controle e prestação de contas, para liberar energia acadêmica para o que importa: produzir conhecimento novo e socialmente relevante. A pesquisa, aqui, é compreendida como dimensão de soberania — científica, tecnológica, digital, cultural e educacional — e como peça-chave na transição socioecológica e na reindustrialização verde.
A extensão, por sua vez, aparece como o lugar privilegiado da UFBA “fora da torre de marfim”: a universidade aberta à sociedade, em diálogo permanente com escolas, SUS, territórios, movimentos sociais, setor público e mundo do trabalho. O plano aposta numa extensão que estrutura políticas — como no compromisso com a Educação Básica (PIBID, fórum das licenciaturas, estágios, residências e projetos com redes públicas) — e numa extensão que também é inovação social, capaz de cocriar soluções com comunidades e fortalecer o desenvolvimento local e regional. Ao integrar extensão ao currículo e à pesquisa desde o início da formação, a UFBA reforça sua identidade pública: excelência medida não só por produtividade acadêmica, mas pelo impacto real na vida do povo baiano e na construção de um país mais justo.No conjunto, a proposta defende que ensino, pesquisa e extensão só alcançam todo seu potencial com um modelo de gestão democrático e descentralizado, planejamento financeiro e administrativo de médio e longo prazos e uma cultura institucional de convivência democrática, sem assédio e sem perseguições. É nesse ponto que “+ UFBA” ganha sentido: uma universidade que se fortalece por dentro para se projetar para fora — e que coloca seu tripé acadêmico a serviço da Bahia, do Brasil e do compromisso histórico da universidade pública com a transformação social.