Mais UFBA https://maisufba.com/ Professor Penildon Wed, 28 Jan 2026 01:14:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://maisufba.com/wp-content/uploads/2026/01/cropped-fav-penildon-32x32.png Mais UFBA https://maisufba.com/ 32 32 Atuação como Pró-reitor da UFBA https://maisufba.com/gestao-na-prograd-ufba-resultados-conseguidos-com-trabalho-coletivo/ https://maisufba.com/gestao-na-prograd-ufba-resultados-conseguidos-com-trabalho-coletivo/#respond Sat, 24 Jan 2026 15:57:28 +0000 https://maisufba.com/?p=1612 GESTÃO NA PROGRAD/UFBA: resultados conseguidos com trabalho coletivo da equipe da Prograd e em articulação com outros setores da UFBA: VALORIZAÇÃO DO ENSINO Criação do Ateliê Didático Implantação da Assessoria […]

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GESTÃO NA PROGRAD/UFBA: resultados conseguidos com trabalho coletivo da equipe da Prograd e em articulação com outros setores da UFBA:

VALORIZAÇÃO DO ENSINO

  • Criação do Ateliê Didático
  • Implantação da Assessoria Pedagógica ao Docente (APDU)

 

Pedagógica ao Docente (APDU) QUALIDADE ACADÊMICA
Cursos com nota 4 e 5 no INEP:

  • 2014: 40%
  • 2022: 92%

 

ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA

  • Semestre ajustado para 17 semanas
  • Garantimos 15 semanas de aula e duas semanas para outras atividades letivas (extensão, seminários, congressos, reposições, etc)
  • Fim da sobreposição entre turnos vespertino e noturno
  • Criação do Núcleo de Estágios
  • Melhoria do processo de matrícula

 

EXTENSÃO E DIVERSIDADE

  • Curricularização da extensão
  • Fortalecimento das Leis 10.639 e 11.645

 

MAIS ACESSO À UFBA

  • 10% das vagas reservadas em componentes sem pré-requisito para estudantes dos Bacharelados Interdisciplinares – BIs

    Novas vagas supranumerárias para:

  • Pessoas trans
  • Refugiados
     

    Garantia de vagas supranumerárias na transição BI-CPL para:

  • Pessoas trans
  • Indígenas aldeados
  • Quilombolas
  • Resultado: Mais de 800 vagas por ano com as vagas supranumerárlas nos cursos de Graduação

 

EXPANSÃO DA UNIVERSIDADE

  • Implantação do Campus de Camaçari – ICTI
  • Ampliação da presença da UFBA no interior da Bahia

 

 

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Atuação como Vice-Reitor da UFBA https://maisufba.com/atuacao-e-compromissos-como-vice-reitor-da-ufba/ https://maisufba.com/atuacao-e-compromissos-como-vice-reitor-da-ufba/#respond Sat, 24 Jan 2026 14:53:43 +0000 https://maisufba.com/?p=1554 A partir da definição das suas atribuições pelo Reitor, conseguiu contribuir em algumas áreas importantes, sempre em articulação com outros setores da gestão: MAIS INVESTIMENTOS Articulação do PAC das Universidades […]

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A partir da definição das suas atribuições pelo Reitor, conseguiu contribuir em algumas áreas importantes, sempre em articulação com outros setores da gestão:

MAIS INVESTIMENTOS

  • Articulação do PAC das Universidades
  • R$ 242 milhões captados
  • UFBA foi a universidade que mais recebeu recursos no Brasil

OBRAS RETOMADAS

  • Escola de Música
  • IHAC
  • Anexos de Física e Química
  • Veterinária e Zootecnia
  • Biblioteca de FFCH
  • Teatro

OBRAS A SEREM RETOMADAS

  • Escola Politécnica
  • Instituto de Ciências da Informação

PARCERIAS ESTRATÉGICAS

  • Retomada da Escola de Teatro em parceria com o Governo do Estado
  • Busca pela incorporação do Colégio 2 de Julho ao património da UFBA

SAÚDE, ESPORTE E INTERNACIONALIZAÇÃO

  • Fortalecimento dos hospitais universitários
  • Busca de parcerias com o governo do estado para a revitalização e ampliação do Centro de Esportes
  • Criação do Instituto Confúcio

 

Em um trabalho coletivo com os colegas da UFBA conseguimos esses avanços na Prograd e na Vice-Reitoria.

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+ UFBA: Sua voz importa! https://maisufba.com/ufba-sua-voz-importa/ https://maisufba.com/ufba-sua-voz-importa/#respond Fri, 23 Jan 2026 08:21:14 +0000 https://maisufba.com/?p=1304 Em breve, vamos apresentar a nossa chapa para a Reitoria da UFBA. Uma chapa construída a partir do diálogo, da escuta e do compromisso coletivo, que vai representar um projeto […]

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Em breve, vamos apresentar a nossa chapa para a Reitoria da UFBA. Uma chapa construída a partir do diálogo, da escuta e do compromisso coletivo, que vai representar um projeto de gestão descentralizado, democrático e profundamente comprometido com a universidade pública e com um projeto de Nação soberana, inclusiva e sustentável.

Nosso projeto nasce do encontro de trajetórias, ideias e lutas que acreditam na UFBA como patrimônio do povo baiano e brasileiro. Uma gestão comprometida com a Educação Superior de excelência, com o fortalecimento do Ensino de Graduação e de Pós-Graduação de qualidade, com a pesquisa em todas as áreas, com o impulsionamento da Inovação e com o apoio à Extensão nos diferentes cursos. Também será uma gestão que buscará a valorização da comunidade universitária, com a inclusão, a democracia e o fortalecimento do papel social da universidade como espaço de pensamento, reflexão e proposição de projetos de sociedade e de políticas públicas.

Seguimos construindo juntos, porque + UFBA é mais participação, mais diálogo e mais futuro. Sua voz importa!

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Artigos https://maisufba.com/artigos/ https://maisufba.com/artigos/#respond Thu, 22 Jan 2026 22:31:36 +0000 https://maisufba.com/?p=1263 Confira alguns artigos: A Conjuntura Internacional e os Desafios do Brasil em 2025: Uma Análise Crítica A necessidade de reforço no orçamento das universidades federais para a soberania nacional Brasil, […]

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Confira alguns artigos:

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Lavagem do Bonfim: esperança renovada e compromisso com a Bahia https://maisufba.com/lavagem-do-bonfim-esperanca-renovada-e-compromisso-com-a-bahia/ https://maisufba.com/lavagem-do-bonfim-esperanca-renovada-e-compromisso-com-a-bahia/#respond Thu, 22 Jan 2026 22:31:20 +0000 https://maisufba.com/?p=1261 Participar da Lavagem do Bonfim é sempre uma oportunidade especial de renovar a esperança e reafirmar compromissos com o nosso povo. Neste dia de fé e tradição, reencontrei amigas e […]

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Participar da Lavagem do Bonfim é sempre uma oportunidade especial de renovar a esperança e reafirmar compromissos com o nosso povo. Neste dia de fé e tradição, reencontrei amigas e amigos que fazem a diferença na política, na vida pública e na construção de uma Bahia mais justa.

Foram encontros marcados por afeto, diálogo e troca, fortalecendo laços e reafirmando a importância da união, da juventude e da luta coletiva.

Entre abraços e boas conversas, ficou ainda mais forte o carinho e a confiança em quem segue firme na defesa da educação e de uma universidade pública, democrática e de qualidade.

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Democracia universitária e participação​ https://maisufba.com/programa-de-gestao/ https://maisufba.com/programa-de-gestao/#respond Fri, 16 Jan 2026 19:13:08 +0000 https://maisufba.com/?p=651 A democracia universitária não é apenas um princípio abstrato: é um modo de governar, decidir e cuidar da vida cotidiana da UFBA. No plano + UFBA: Sua voz importa!, a […]

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A democracia universitária não é apenas um princípio abstrato: é um modo de governar, decidir e cuidar da vida cotidiana da UFBA. No plano + UFBA: Sua voz importa!, a democracia aparece como eixo estruturante de um novo ciclo institucional — especialmente simbólico em 2026, quando a UFBA completa 80 anos e é chamada a refletir sobre sua história e sobre como avançar, aprofundando sua tradição acadêmica e construindo um novo momento. Por isso, o plano se apresenta como texto-base, não como documento fechado: ele nasce de um processo de escuta já iniciado e se propõe a seguir sendo construído com a comunidade, para que o projeto final seja de fato participativo, representativo e coletivo.

A proposta parte da ideia de que a UFBA precisa ser, ao mesmo tempo, uma universidade de raízes e antenas. As “antenas” representam a inserção ativa nos grandes debates nacionais e globais — democracia, soberania científica, transição socioecológica, reindustrialização verde, desenvolvimento sustentável e defesa da universidade pública. As “raízes” significam a atenção permanente ao que sustenta a instituição por dentro: condições dignas de trabalho e aprendizagem, políticas robustas para ensino, pesquisa e extensão, e uma universidade que promova permanência material, acadêmica e simbólica, fortalecendo pertencimento e construindo uma comunidade inclusiva — sem assédios, sem perseguições e com convivência democrática desarmada.

Essa visão se concretiza numa diretriz central: democracia como princípio prático de gestão. Isso significa mudar o padrão de tomada de decisão, com um modelo descentralizado e democrático, capaz de ampliar a autonomia das unidades acadêmicas e administrativas, aproximar recursos e meios de quem executa as ações no cotidiano e garantir respostas mais ágeis às necessidades reais de cada área. Participação, aqui, não é “consulta simbólica”: é corresponsabilidade, com planejamento institucional consistente e compartilhado — orçamentário, financeiro e administrativo — para assegurar previsibilidade, funcionamento digno e soluções para problemas concretos que afetam diretamente a vida estudantil e o trabalho acadêmico.

O plano também defende o fortalecimento dos espaços coletivos de deliberação. O Conselho Universitário (CONSUNI) deve realizar plenamente seu potencial, consolidando-se como o grande fórum qualificado para discutir os macrodesafios da sociedade e seu vínculo com a missão universitária. Ao mesmo tempo, a gestão deve organizar melhor seus fluxos internos, superar desarticulações e garantir que políticas essenciais — como assistência estudantil — funcionem com regularidade e respeito à dignidade de quem depende delas. Uma universidade democrática não pode naturalizar falhas previsíveis: ela precisa de governança, coordenação e capacidade de execução.

Por fim, + UFBA reforça que a democracia universitária se completa quando a universidade se abre para a sociedade, rejeitando a lógica da “torre de marfim”. A participação não é só interna: é também a construção de pontes com a Educação Básica, com o SUS, com os territórios e com os desafios públicos do estado e do país. É nesse sentido que o chamado “Sua voz importa!” é mais que slogan: é convite a um pacto institucional em que todas as vozes contam, a pluralidade é respeitada e a UFBA se reafirma como laboratório da democracia, produtora de conhecimento e transformação social, enraizada na Bahia e conectada ao mundo.

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UFBA e sociedade https://maisufba.com/ufba-e-sociedade/ https://maisufba.com/ufba-e-sociedade/#respond Fri, 16 Jan 2026 19:10:07 +0000 https://maisufba.com/?p=642 A Universidade Federal da Bahia nasce e se desenvolve como uma instituição profundamente enraizada na vida social, cultural e política do nosso Estado. Ao completar 80 anos em 2026, reafirmamos […]

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A Universidade Federal da Bahia nasce e se desenvolve como uma instituição profundamente enraizada na vida social, cultural e política do nosso Estado. Ao completar 80 anos em 2026, reafirmamos que a UFBA não é uma “torre de marfim”, nem pode ser compreendida como um espaço apartado das urgências do nosso tempo. A universidade pública existe para servir ao interesse público: formar pessoas, produzir conhecimento, fortalecer a democracia e devolver à sociedade, em forma de ciência, cultura, inovação e políticas, tudo aquilo que a sociedade investe nela.

Nosso projeto de gestão assume que a relação entre UFBA e sociedade deve ser estrutural, cotidiana e bidirecional: a universidade aprende com o território, com os movimentos sociais, com as escolas, com o SUS, com o mundo do trabalho, com a cultura popular e com as demandas concretas das cidades; e, em retorno, oferece formação crítica, pesquisa de excelência, soluções tecnológicas e sociais, produção artística e serviços públicos qualificados. Essa troca é o coração da universidade socialmente referenciada.

A UFBA tem, por missão, articular ensino, pesquisa e extensão de modo indissociável. Isso significa que a extensão não é “atividade complementar”, mas um método de produzir universidade com a sociedade, levando a universidade para fora de seus muros e trazendo a sociedade para dentro dos processos formativos e científicos. Ao fortalecer a curricularização da extensão e valorizar projetos territorializados, defendemos uma UFBA que se consolida como laboratório da democracia, onde convivem pluralidade, pensamento crítico e compromisso com a justiça social — sem assédios, sem perseguições, com respeito à institucionalidade e aos ritos democráticos.

Essa presença social se expressa, de modo prioritário, em três grandes compromissos:

1) Educação pública e formação de professores: a UFBA como parceira das redes e das escolas.
A melhoria da Educação Básica é um projeto estratégico de nação e um dever da universidade pública. A UFBA já possui experiências robustas — PIBID, Fórum das Licenciaturas, mestrados profissionais, estágios e projetos de extensão — que precisam ganhar integração sistêmica, escala e continuidade. Nosso objetivo é consolidar uma política institucional que conecte de forma permanente a formação docente, a pesquisa educacional e o trabalho cotidiano nas escolas públicas, produzindo inovação pedagógica, formação continuada e práticas de investigação-ação junto às redes municipais e estadual.

2) Saúde, SUS e direitos sociais: universidade como compromisso com a vida.
A UFBA, em diálogo com o SUS, deve seguir contribuindo com formação qualificada, pesquisa aplicada e ações de extensão em saúde, articulando saber acadêmico e saber dos serviços. Isso inclui fortalecer práticas interdisciplinares, ampliar a integração ensino-serviço e sustentar uma universidade comprometida com direitos sociais — saúde, educação, cultura, trabalho digno — como parte de uma democracia substantiva e material.

3) Mundo do trabalho, desenvolvimento e inovação social: conhecimento que vira oportunidade e dignidade.
A universidade tem responsabilidade com o futuro dos seus egressos e com a inserção social do conhecimento produzido. Por isso, propomos intensificar a aproximação com o mundo do trabalho e com a sociedade organizada, por meio de políticas de inovação, estímulo a ecossistemas de pesquisa aplicada e inovação social, e criação de mecanismos institucionais como um Centro de Desenvolvimento de Carreiras e Acompanhamento de Egressos. A UFBA deve formar pessoas capazes de pensar criticamente a revolução tecnológica, defender direitos e atuar em diferentes trajetórias profissionais — no setor público, no setor produtivo, no terceiro setor, na economia solidária, na cultura e na ciência.

A relação com a sociedade também exige uma política de comunicação pública universitária à altura da conjuntura. Em tempos de desinformação e ataques às instituições públicas, é indispensável que a UFBA comunique com clareza seu impacto social: o que pesquisa, o que entrega, como contribui para a vida das pessoas, quais soluções produz e por que a universidade pública é um patrimônio do povo. A comunicação deve traduzir a ciência, valorizar a cultura, dar visibilidade à extensão e fortalecer o vínculo com juventudes, trabalhadores e comunidades.

Por fim, reafirmamos uma diretriz simples e poderosa: “+ UFBA” é mais universidade na vida real. Mais diálogo com a sociedade civil, mais presença nos territórios, mais compromisso com escolas e serviços públicos, mais cultura circulando, mais ciência acessível, mais oportunidades para estudantes e egressos, mais democracia vivida no cotidiano. Com raízes firmes no povo baiano e antenas voltadas ao mundo, a UFBA seguirá sendo um bem comum — uma instituição perene, plural e indispensável para o futuro do Brasil.

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Infraestrutura e sustentabilidade https://maisufba.com/infraestrutura-e-sustentabilidade/ https://maisufba.com/infraestrutura-e-sustentabilidade/#respond Fri, 16 Jan 2026 19:09:25 +0000 https://maisufba.com/?p=640 A consolidação da Universidade Federal da Bahia como instituição pública de excelência exige o enfrentamento direto de um de seus desafios mais estruturais: a garantia de uma infraestrutura universitária adequada, […]

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A consolidação da Universidade Federal da Bahia como instituição pública de excelência exige o enfrentamento direto de um de seus desafios mais estruturais: a garantia de uma infraestrutura universitária adequada, funcional e sustentável, capaz de assegurar condições dignas de trabalho, estudo, pesquisa, extensão, cultura e assistência à saúde. Infraestrutura não é um tema acessório, nem pode ser tratada apenas como questão administrativa: ela é condição material da missão acadêmica e da função social da Universidade.

Nos últimos anos, a UFBA conviveu com os efeitos acumulados de cortes orçamentários severos, que comprometeram a manutenção predial, a atualização de equipamentos, a conclusão de obras estratégicas e a expansão planejada da instituição. Esse quadro impactou diretamente o cotidiano da comunidade universitária, gerando precarização de ambientes de ensino e trabalho, riscos à segurança, limitações ao desenvolvimento científico e dificuldades para o pleno funcionamento de unidades acadêmicas, administrativas e hospitais universitários.

A retomada do investimento público, iniciada a partir de 2023, abre uma janela de oportunidade para reorganizar, concluir e planejar de forma estruturante a infraestrutura da UFBA. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Universidades representa um passo importante nesse sentido, ao viabilizar recursos para a retomada de obras paralisadas e para intervenções estratégicas. Contudo, o desafio da infraestrutura universitária não se esgota na execução de investimentos pontuais: ele exige planejamento integrado de médio e longo prazos, capacidade técnica institucional fortalecida e uma visão estratégica articulada ao projeto acadêmico.

1. Infraestrutura como política institucional integrada

Defendemos que a infraestrutura deve ser tratada como política institucional transversal, articulada às políticas de graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão, assistência estudantil, cultura, inovação e saúde. Isso implica superar a lógica fragmentada de intervenções emergenciais e avançar para um planejamento físico e territorial da Universidade, que considere:

  • A conclusão e a adequada ocupação das obras inacabadas;
  • A recuperação, conservação e adaptação de prédios históricos e contemporâneos;
  • A adequação de salas de aula, laboratórios, bibliotecas, espaços culturais e administrativos às necessidades pedagógicas e tecnológicas atuais;
  • A garantia de acessibilidade plena para pessoas com deficiência;
  • A melhoria das condições de trabalho e de segurança nos ambientes universitários.

Esse planejamento deve estar integrado ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e dialogar com a expansão responsável da Universidade, evitando improvisações e garantindo racionalidade no uso dos recursos públicos.

2. Hospitais universitários e infraestrutura da saúde

A infraestrutura da UFBA inclui, de forma indissociável, seus hospitais universitários, que cumprem dupla função estratégica: a formação de profissionais de saúde e a prestação de serviços essenciais ao Sistema Único de Saúde (SUS). A melhoria das condições físicas, tecnológicas e operacionais desses equipamentos é fundamental para assegurar qualidade assistencial, ensino de excelência e condições dignas de trabalho aos profissionais da saúde, incluindo os trabalhadores vinculados à EBSERH.

Da mesma forma, a expansão territorial da UFBA, como no campus de Vitória da Conquista, impõe o desafio de lutar pela implantação de novos equipamentos estruturantes, a exemplo de um hospital universitário regional, fundamental para a consolidação acadêmica e para o atendimento à população do sudoeste baiano.

3. Sustentabilidade como eixo estruturante, não retórico

A sustentabilidade, neste projeto, não é tratada como adjetivo genérico ou discurso de ocasião. Ela se insere em um projeto de universidade comprometida com a transição socioecológica, com a racionalidade no uso de recursos públicos e com a responsabilidade intergeracional. Isso implica incorporar princípios de sustentabilidade ambiental, econômica e social ao planejamento e à gestão da infraestrutura universitária.

Entre os eixos estratégicos dessa política, destacam-se:

  • Eficiência energética e hídrica nos prédios universitários, com redução de desperdícios e custos operacionais;
  • Planejamento de obras e reformas que incorporem soluções ambientalmente responsáveis, respeitando as características históricas e arquitetônicas do patrimônio da UFBA;
  • Gestão responsável de resíduos, incluindo resíduos laboratoriais, hospitalares e administrativos;
  • Integração entre infraestrutura, pesquisa e extensão, utilizando o próprio campus universitário como espaço de experimentação, formação e produção de conhecimento sobre sustentabilidade.

Essa abordagem permite que a UFBA seja, simultaneamente, objeto e sujeito da transição socioecológica, articulando prática institucional, formação acadêmica e produção científica.

4. Capacidade institucional e valorização do trabalho técnico

Uma política robusta de infraestrutura e sustentabilidade exige o fortalecimento da capacidade técnica interna da Universidade. A UFBA dispõe de quadros altamente qualificados nas áreas de engenharia, arquitetura, urbanismo, planejamento, meio ambiente e gestão, cujo potencial muitas vezes é subaproveitado. Valorizar esses profissionais, garantir condições adequadas de trabalho e integrar seus saberes aos processos decisórios é fundamental para elevar a qualidade dos projetos e a eficiência da execução.

Além disso, é imprescindível aprimorar os fluxos administrativos relacionados a obras, contratos e manutenção, garantindo transparência, previsibilidade e respeito às normas legais, sem paralisar a Universidade por excessiva burocratização.

5. Infraestrutura, sustentabilidade e o direito de permanecer

Por fim, afirmamos que infraestrutura e sustentabilidade estão diretamente relacionadas às políticas de permanência estudantil e ao direito à aprendizagem. Salas adequadas, bibliotecas funcionais, laboratórios equipados, restaurantes universitários em condições dignas, residências estudantis seguras e ambientes acolhedores são elementos centrais para o sucesso acadêmico e para o pertencimento à vida universitária.

Investir em infraestrutura é, portanto, investir na permanência, na inclusão e na qualidade da formação, especialmente em uma universidade que se democratizou e ampliou significativamente seu público ao longo das últimas décadas.

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Inclusão, diversidade e ações afirmativas https://maisufba.com/inclusao-diversidade-e-acoes-afirmativas/ https://maisufba.com/inclusao-diversidade-e-acoes-afirmativas/#respond Fri, 16 Jan 2026 19:09:05 +0000 https://maisufba.com/?p=638 A consolidação da Universidade Federal da Bahia como instituição pública de excelência exige o enfrentamento direto de um de seus desafios mais estruturais: a garantia de uma infraestrutura universitária adequada, […]

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A consolidação da Universidade Federal da Bahia como instituição pública de excelência exige o enfrentamento direto de um de seus desafios mais estruturais: a garantia de uma infraestrutura universitária adequada, funcional e sustentável, capaz de assegurar condições dignas de trabalho, estudo, pesquisa, extensão, cultura e assistência à saúde. Infraestrutura não é um tema acessório, nem pode ser tratada apenas como questão administrativa: ela é condição material da missão acadêmica e da função social da Universidade.

Nos últimos anos, a UFBA conviveu com os efeitos acumulados de cortes orçamentários severos, que comprometeram a manutenção predial, a atualização de equipamentos, a conclusão de obras estratégicas e a expansão planejada da instituição. Esse quadro impactou diretamente o cotidiano da comunidade universitária, gerando precarização de ambientes de ensino e trabalho, riscos à segurança, limitações ao desenvolvimento científico e dificuldades para o pleno funcionamento de unidades acadêmicas, administrativas e hospitais universitários.

A retomada do investimento público, iniciada a partir de 2023, abre uma janela de oportunidade para reorganizar, concluir e planejar de forma estruturante a infraestrutura da UFBA. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Universidades representa um passo importante nesse sentido, ao viabilizar recursos para a retomada de obras paralisadas e para intervenções estratégicas. Contudo, o desafio da infraestrutura universitária não se esgota na execução de investimentos pontuais: ele exige planejamento integrado de médio e longo prazos, capacidade técnica institucional fortalecida e uma visão estratégica articulada ao projeto acadêmico.

1. Infraestrutura como política institucional integrada

Defendemos que a infraestrutura deve ser tratada como política institucional transversal, articulada às políticas de graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão, assistência estudantil, cultura, inovação e saúde. Isso implica superar a lógica fragmentada de intervenções emergenciais e avançar para um planejamento físico e territorial da Universidade, que considere:

  • A conclusão e a adequada ocupação das obras inacabadas;
  • A recuperação, conservação e adaptação de prédios históricos e contemporâneos;
  • A adequação de salas de aula, laboratórios, bibliotecas, espaços culturais e administrativos às necessidades pedagógicas e tecnológicas atuais;
  • A garantia de acessibilidade plena para pessoas com deficiência;
  • A melhoria das condições de trabalho e de segurança nos ambientes universitários.

Esse planejamento deve estar integrado ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e dialogar com a expansão responsável da Universidade, evitando improvisações e garantindo racionalidade no uso dos recursos públicos.

2. Hospitais universitários e infraestrutura da saúde

A infraestrutura da UFBA inclui, de forma indissociável, seus hospitais universitários, que cumprem dupla função estratégica: a formação de profissionais de saúde e a prestação de serviços essenciais ao Sistema Único de Saúde (SUS). A melhoria das condições físicas, tecnológicas e operacionais desses equipamentos é fundamental para assegurar qualidade assistencial, ensino de excelência e condições dignas de trabalho aos profissionais da saúde, incluindo os trabalhadores vinculados à EBSERH.

Da mesma forma, a expansão territorial da UFBA, como no campus de Vitória da Conquista, impõe o desafio de lutar pela implantação de novos equipamentos estruturantes, a exemplo de um hospital universitário regional, fundamental para a consolidação acadêmica e para o atendimento à população do sudoeste baiano.

3. Sustentabilidade como eixo estruturante, não retórico

A sustentabilidade, neste projeto, não é tratada como adjetivo genérico ou discurso de ocasião. Ela se insere em um projeto de universidade comprometida com a transição socioecológica, com a racionalidade no uso de recursos públicos e com a responsabilidade intergeracional. Isso implica incorporar princípios de sustentabilidade ambiental, econômica e social ao planejamento e à gestão da infraestrutura universitária.

Entre os eixos estratégicos dessa política, destacam-se:

  • Eficiência energética e hídrica nos prédios universitários, com redução de desperdícios e custos operacionais;
  • Planejamento de obras e reformas que incorporem soluções ambientalmente responsáveis, respeitando as características históricas e arquitetônicas do patrimônio da UFBA;
  • Gestão responsável de resíduos, incluindo resíduos laboratoriais, hospitalares e administrativos;
  • Integração entre infraestrutura, pesquisa e extensão, utilizando o próprio campus universitário como espaço de experimentação, formação e produção de conhecimento sobre sustentabilidade.

Essa abordagem permite que a UFBA seja, simultaneamente, objeto e sujeito da transição socioecológica, articulando prática institucional, formação acadêmica e produção científica.

4. Capacidade institucional e valorização do trabalho técnico

Uma política robusta de infraestrutura e sustentabilidade exige o fortalecimento da capacidade técnica interna da Universidade. A UFBA dispõe de quadros altamente qualificados nas áreas de engenharia, arquitetura, urbanismo, planejamento, meio ambiente e gestão, cujo potencial muitas vezes é subaproveitado. Valorizar esses profissionais, garantir condições adequadas de trabalho e integrar seus saberes aos processos decisórios é fundamental para elevar a qualidade dos projetos e a eficiência da execução.

Além disso, é imprescindível aprimorar os fluxos administrativos relacionados a obras, contratos e manutenção, garantindo transparência, previsibilidade e respeito às normas legais, sem paralisar a Universidade por excessiva burocratização.

5. Infraestrutura, sustentabilidade e o direito de permanecer

Por fim, afirmamos que infraestrutura e sustentabilidade estão diretamente relacionadas às políticas de permanência estudantil e ao direito à aprendizagem. Salas adequadas, bibliotecas funcionais, laboratórios equipados, restaurantes universitários em condições dignas, residências estudantis seguras e ambientes acolhedores são elementos centrais para o sucesso acadêmico e para o pertencimento à vida universitária.

Investir em infraestrutura é, portanto, investir na permanência, na inclusão e na qualidade da formação, especialmente em uma universidade que se democratizou e ampliou significativamente seu público ao longo das últimas décadas.

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Valorização de docentes e TAEs https://maisufba.com/valorizacao-de-docentes-e-taes/ https://maisufba.com/valorizacao-de-docentes-e-taes/#respond Fri, 16 Jan 2026 19:07:13 +0000 https://maisufba.com/?p=635 A valorização de docentes e de Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) é condição indispensável para que a UFBA cumpra, com excelência e compromisso social, sua missão pública de articular ensino, pesquisa […]

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A valorização de docentes e de Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) é condição indispensável para que a UFBA cumpra, com excelência e compromisso social, sua missão pública de articular ensino, pesquisa e extensão e de atuar como protagonista no desenvolvimento sustentável, democrático e soberano do Brasil. No projeto “+ UFBA: Sua voz importa!”, valorização não é retórica: é uma política estruturante, que parte do entendimento de que a universidade deve ter raízes e antenas. As “antenas” projetam a UFBA no debate nacional e internacional; as “raízes” garantem que a vida real da instituição funcione com dignidade, respeito, previsibilidade e eficiência — e isso passa, centralmente, pelas condições concretas de trabalho de quem sustenta a universidade no cotidiano.

Nosso compromisso é afirmar uma UFBA que reconheça que não existe inovação, internacionalização, política cultural, extensão forte ou graduação de qualidade sem equipes valorizadas, protegidas e com condições materiais e institucionais adequadas. Valorizar docentes e TAEs significa, em primeiro lugar, assegurar uma gestão que não naturalize a precariedade, que não trate a falta de orçamento como desculpa para problemas internos solucionáveis e que seja capaz de planejar, executar e integrar as decisões com transparência e participação.

1. Condições dignas de trabalho e planejamento institucional como base da valorização

A valorização começa com o essencial: condições mínimas e dignas de trabalho. Isso exige um planejamento orçamentário, financeiro e administrativo consistente e participativo, capaz de dar previsibilidade às unidades acadêmicas e administrativas e de evitar improvisos que geram desgaste, insegurança e desorganização institucional. A UFBA precisa avançar para um modelo de planejamento que alinhe metas, prazos, responsabilidades e fluxos, garantindo eficiência administrativa e respeito ao tempo de trabalho de servidores e docentes.

Além disso, é necessário enfrentar, com seriedade, o tema do dimensionamento de pessoal, da recomposição e ampliação de códigos de vagas e da qualificação das condições físicas e tecnológicas de trabalho. A valorização também se expressa na manutenção, conservação e recuperação dos prédios e ambientes de trabalho — condição fundamental para a qualidade acadêmica e para a saúde laboral.

2. Valorização profissional: reconhecimento, formação e condições para produzir qualidade

Valorizar docentes implica reconhecer e apoiar o trabalho de ensino, pesquisa, extensão, cultura e inovação, com políticas institucionais robustas que garantam:

  • Apoio pedagógico e valorização do trabalho docente, preservando e ampliando iniciativas como a Assessoria Pedagógica ao Docente (APDU) e experiências formativas que qualifiquem a prática pedagógica, tanto no presencial quanto no online;
  • Desburocratização e apoio institucional aos projetos acadêmicos, com fluxos mais simples para tramitação, controle e prestação de contas, liberando tempo e energia para as atividades-fim;
  • Política indutiva de pesquisa e pós-graduação, com fomento estratégico interno, agregação de pesquisadores em núcleos e apoio a grupos com potencial de impacto científico e social;
  • Integração entre ensino, pesquisa e extensão desde o início da graduação, com metodologias ativas e projetos que ampliem a qualidade formativa e fortaleçam a relevância social.

Valorizar TAEs, por sua vez, é reconhecer que a universidade só funciona porque existe uma base técnica qualificada, comprometida e experiente. Uma gestão moderna precisa criar condições para que os TAEs exerçam plenamente sua capacidade técnica, com processos claros, participação nos planejamentos, reconhecimento institucional, oportunidades de formação continuada e ambientes de trabalho respeitosos e saudáveis.

3. Universidade da convivência: respeito, proteção institucional e ambiente sem assédios

Uma política de valorização também é uma política de convivência democrática. Defendemos uma universidade sem assédios, sem perseguições e sem intolerância, onde divergências não se convertam em hostilidade e onde a institucionalidade seja preservada acima de interesses pessoais. Isso significa cultivar uma cultura organizacional baseada em respeito, escuta e solidariedade como prática cotidiana — e não apenas como discurso.

4. Valorização que dialoga com a missão pública: “Mais UFBA” com raízes fortes

Nosso projeto afirma que a UFBA deve rejeitar a “torre de marfim” e se abrir à sociedade — mas essa abertura só será sustentável se a casa estiver forte por dentro. As “raízes” da UFBA são seus trabalhadores e trabalhadoras: docentes, TAEs, terceirizados e equipes que fazem a universidade funcionar e existir. Valorizar é garantir que a UFBA seja, ao mesmo tempo, capaz de dialogar com os grandes desafios do país e do mundo e de cuidar do cotidiano de quem assegura sua excelência acadêmica.

Ao fortalecer condições de trabalho, planejamento de médio e longo prazos, reconhecimento profissional e uma cultura institucional democrática, colocamos a valorização de docentes e TAEs no centro do projeto “+ UFBA”. Porque uma UFBA do futuro — inovadora, inclusiva, plural e socialmente referenciada — só se constrói com trabalho valorizado, planejamento eficiente e democracia praticada todos os dias.

 

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